A Brasil Aircrafts

 

Desde a criação da Unidade de Artilharia Antiaérea, em 1950, havia a necessidade de alvos para o adestramento dos operadores de Canhões Antiaéreos. Inicialmente estes alvos eram fornecidos pela FAB, inclusive para tiro real antiaéreo executados no litoral do Rio Grande do Sul. Os aviões da época eram os B25 que rebocavam um alvo chamado “Biruta”.

 

Com o passar do tempo estas aeronaves foram saindo de serviço ficando assim as Unidades de Antiaérea sem alvo para seu adestramento.

 

Na década de 1970, mais precisamente em 1972, foi utilizado um alvo fornecido pela Marinha do Brasil. Era o KD2R5, fabricado pela NORTROP, e operado por pessoal especializado da própria Marinha. O Tiro era executado diretamente no avião teleguiado até o ano de 1974. Já no ano de 1975 a Escola de Artilharia de Costa e Antiaérea  - EsSACosAAe – adquiriu o alvo da NORTROP e começou a fornecer ‘as Unidades de Artilharia Antiaérea do Brasil, porém para economia de alvos, a Escola adaptou um sistema de “Biruta” rebocado pelo Drone KD2R5. Este tipo de apoio em exercícios às Unidades durou até o ano de 1982, quando não foi mais possível o fornecimento deste sistema.

 

 

No ano de 1983 o General de Divisão CLOVIS BORGES DE AZAMBUJA – Cmt da 3ª RM em Porto Alegre-RS, que havia comandado o 3º G A AAe nos anos de 1967 e 1968, interessou-se para ver se conseguia um tipo de aeromodelo radio-controlado que atendesse as necessidades do adestramento de sistemas da Artilharia Antiaérea.

 

Na época existia um Tenente que trabalhava na Seção de Planejamento da 3ª RM chamado CLEO LUIZ ARCARI, aeromodelista e construtor de aeromodelos. Com este Tenente, o Gen. Azambuja apoiou um projeto para a construção de um aeromodelo suficientemente potente e que pudesse rebocar um alvo. Os dois planejaram e construíram um aeromodelo em forma de Delta, Asa voadora com velocidade e força suficiente para rebocar uma biruta e ser visualizado a longas distâncias.

 

   

 

Os primeiros testes foram realizados já naquele ano de 1983, sendo que o tiro real antiaéreo foi executado com grande sucesso na praia de Capão da Canoa - RS, onde foi utilizado o DELTA rebocando birutas feitas em isopor e posteriormente em alumínio, para melhor reflexão dos radares.

 

A partir de 1984 foi adotado como rebocador de alvos o aeromodelo DELTA para todo o Brasil.

 

Para operar o novo equipamento foi necessário formar Pilotos de aeromodelos. Neste aspecto o 3º G A AAe foi o pioneiro na formação de pilotos dos Deltas, com militares. Em 1996 a IGAE fecha suas portas.

 

 

Após o recebimento dos mísseis seguidores de calor de atração passiva e o novo Missil RBS 70 de atraçao ativa guiado a laser para complementar a defesa juntamente com os canhões antiaéreos, sentiu-se a necessidade de um novo alvo para este sistema.

 

A Brasil Aircrafts vem desde 1997 criando e desenvolvendo novos modelos de Alvo Aéreo para atender as demandas de treinamentos de tiro antiaéreo e sistemas de Defesa.

 

Atualmente, desenvolvemos Alvos Aéreos ativos a passivos para a Força Aérea com o missil IGLA, Marinha com o missil MISTRAL e Exercito Brasileiro com o missil IGLA e RBS 70.

 

Em agosto de 2015 os modelos Falco 170 e Delta Eclipse, desempenharam com sucesso sua missao no exercicio de tiro antiaéreo em Formosa-GO onde o missil Sueco RBS 70 foi lançado a noite pela primeira vez em sua historia.

Brasil - Antiaérea.

 

 


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